domingo, 16 de abril de 2023

 

O bonde da História.

Somos o país que mais tem expertise em perder o bonde da história, isso já dizia Roberto campos, pois, volta e meia decidimos mudar de rumo e perdemos o que foi feito, basta lembrar sucessivos governos passados que se embrenhavam em iniciar obras novas abandonando as obras de governos anteriores.

Tivemos a rara oportunidade de experimentar um governo diferente, mas, de novo seja pela vontade ou por outras forças, esse ciclo pode vir a ser interrompido e sabe-se lá de que ponto será reiniciado ou ainda pior, a que ponto voltaremos.

Não, meus amigos do lado de lá... Ao contrário do que dizem, o Brasil não se tornou um paria internacional, na verdade nos tornamos a joia da coroa, ou seja, seremos o país que vai liderar algo muito mais importante que petróleo ou da cocaína, como disse Petros, o Presidente da Colômbia em plenário da ONU.

Vamos liderar a produção de COMIDA!

Adianta ter carro elétrico ou a combustão se estômago vazio? Não, né?

Mas...  Contudo...  Não obstante a isso... estamos perdendo outro bonde que é o da análise do que representa tudo isso que estamos vendo, lembram-se do “NÃO VAI TER COPA?”, MAS TEVE!

Não, eu não me refiro ao esporte... Refiro-me ao recado dado nas ruas, queé claro, “NÃO VAI SER LULA”; Mas pera... e os que votaram nele de verdade, não merecem ser ouvidos, ou seja, é fato que tem os que querem mesmo o Lula, vamos ignorá-los?

É ai que entra o Bonde da História que vi no canal “ideias radicais” (https://www.youtube.com/watch?v=ElL_tQzPbn4&t=690) onde o autor divaga e o que me chamou a atenção foi justamente quando ele fala sobre o Federalismo e municipalismo.

Por que estamos tendo essas manifestações?

Porque na melhor das hipóteses, somando os votos de Bolsonaro mais os milhões que não votaram , fica claro que A MAIORIA NÃO QUER LULA, e qual a razão lógica de se obrigar essa maioria a ter que pagar a conta daquilo que não querem?

Eis ai a falha da democracia federalista onde as leis valem pra todos, mas na esteira, a conta dos erros também, ou seja, como seria se cada estado ou cada cidade pudesse ter mais independência pra ser administrado por aquela ideia que escolheram?

Como seria se cada estado tivesse sua própria política de saúde durante a Pandemia, será que teriam mais sucesso os que escolhessem seguir Bolsonaro ou os que escolhessem seguir STF, Globo e CIA?

No episódio das rachadinhas focaram tanto em atingir Flávio Bolsonaro que perdemos a chance de discutir sobre os cargos comissionados, agora com cada lado achando que tem razão e cada qual querendo ser administrado pelo que acha melhor, inclusive não aceitando a suposta escolha da maioria... Vamos perder a chance de discutir esse federalismo falido e conversarmos sobre cada estado arcar um pouco mais com o resultado de suas políticas?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

 Tem segmentos que não aprendem...

O mercado, ou as pessoas se preferirem, só compram e pagam por aquilo que lhes traga um benefício ou que lhes pareça ter um valor e produto justo, caso contrário ou não compram, ou procuram alternativas.
Foi um erro quererem acabar com as fita K7 virgens esperando aumentar as vendas de discos de Vinil, além de não conseguirem, veio o CD e acabou com as duas mídias.
Dai quiseram acabar com o CD e DVD pirata, como se as pessoas ficassem enlouquecidas pra comprarem os originais a preço de "ouro"... Dai veio o CD e DVD gravável, PCs com gravador de mídia, o MP3, o MP4, a internet passou a ter de tudo, sites de músicas, streamig de filmes, veio o Pen Drive e pahhh, mudou tudo de novo!
O ponto aqui é... As pessoas gravavam K7, compravam CDs e DVDs piratas por conta do alto PREÇO dos originais e claro, por não concordarem em ter pagar uma pequena fortuna por algo que poderiam não gostar ou, que das 20 músicas de um CD, poderiam gostar de duas ou três apenas.
A bola da vez são os streaming de filmes, que estão caindo pelas tabelas, perdendo público e recorrem justamente a fórmlas antigas que não funcionaram, visando dificultar o acesso a quem não pagar o que pedem... Ah, eu sei qua nada é de graça, e que há custos mais o direito de ganharem com o serviço, não esqueci disso não.
Mas então... E se, tal qual antes, as pessoas não estiverem dispostas a pagar o que pedem, sério mesmo que será diferente do que foi com a Fita K7, locadoras de Vídeo, Cds e DVDs?

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

E as redes cairam na rede!

 Lamentável... É o mínimo que qualquer pessoa pode dizer sobre o que acontece em pleno mês de Janeiro de 2023, e para quem for ler algum dia desses, segue:
1- Após uma eleição "estranha", sem instrumentos legais e auditáveis que de fato comprovem a vitória, o Lula da Silva assume como Presidente.
2- A formação de seu ministério é pra lá de duvidosa, tendo pessoas que poucos irão reconhecer como competentes, incluindo ai o Ministro da Educação que erra conta simples de matemática, ministra da cultura que sequer sabe fazer uma apresentaçãodaquilo que julga ser o correto e devendo pra a pórpia pasta que ocupa, ministra envolvida com acusação de crime e milícias.
3- Revoga o que pode, daquilo que foi feito pelo governo anterior, promove um entreguismo de nosso trabalho para salvar economias falidas da América Latina e apresenta fatos que são contestados, como a culpa do governo bolsonaro pela desnutrição de Indios Yanomani, na fronteira com... VENEZUELA, isso mesmo a falida e ditatorial Venezuela comandada pelo balofo do Nicolás maduro.
4- A popuilação, sem eco nos reclamos sobre as URNAS, vê como ultimo recurso pedir socorro as Forças Armadas, acampando emfrente aos quartéis Generais da mesma, porém,  assiste estupefada a apatia das Forças Armadas que sequer se prestou a falar de alto claro e bom tom, que estavam perdendo tempo!
5- Pois é... Se a falta de sesperança se combinar com vozes da discórdia que incitam a fazer coisas, essa mistura não dá bons frutos, e foi o que aconteceu em 08 de Janeiro de 2023, como vandalismo nas sedes do três poderes, e nem importa se havia infiltrados no movimento, o fato é qua haviam patriotas também e puseram tudo a perder.
5- Agor a nos resta ver um Presidente que elogia a  economia da Argentina, com inflação de quase 100%, ,falar que a Venezuela, com 90% de pobres e vivendo uma DITADURA é um exemplo a ser seguido e querendo a volta do trabalho escravo dos "médicos" Cubanos.... Ironia, deboche ou desinformado?
6- Pode piorar? Pode... As Big techs e Mídia aplaudem!


segunda-feira, 27 de setembro de 2021

domingo, 11 de dezembro de 2016

Publicação de 11 de dezembro de 2016

Quem são seus Deuses?

Pergunta fácil ou difícil de responder?

Talvez fique mais fácil se eu perguntar a quem você presta culto, idolatria, obediência ou simplesmente a quem você costuma seguir cegamente, sem pestanejar considerando suas afirmações sempre verdadeiras.

Pois, bem ou mal acabamos "endeusando" não somente nossas crenças, mas, também algumas pessoas sejam do nosso círculo de amizades, ou mesmo da mídia.

Mais uma pergunta... Você é capaz de duvidar ou questionar alguma coisa nesse "Deus" que segue, ou seja, você se dá o direito de duvidar, ainda que de leve, de alguma coisa?

Se o tema fosse religião, certamente, muitos responderiam que não duvidam de nada e não questionam nada apenas crêem e dão fé naquilo que se propaga por séculos, o que pode ser louvável, mas pouco eficiente e até perigoso, pois, quase sempre leva ao fanatismo e que justamente não questiona nada, nem mesmo diante da mais avassaladora prova em contrário.

Saindo do campo religioso, que já oferece seu perigo, caímos no endeusamento de personalidades, pois, quando o fazemos isso, nossa mente se fecha, nosso discernimento cai a quase zero e achamos tudo certo e correto nesse "Deus" que seguimos.

Na verdade basta que ele se manifeste pra que aplaudamos sem o menor questionamento, afinal... Se ele disse... Ta falado  e deve ser verdade!

A coisa toma tal proporção que se um artista ou atleta, fala que isso ou aquilo é certo, Você o apóia incondicionalmente, sem sequer dar a si próprio o benefício da dúvida, ou seria a possibilidade de colher os frutos da dúvida, não nos esqueçamos que, quem questiona busca nada mais que a verdade, e não a denegrir a crença ou ao "Deus" evocado naquele momento.

Pra entender... Quem se dá o direito de questionar, quer sempre saber mais, e àquele que não aceita esse direito, ou tem algo a esconder, ou quer manter a crença ou imagem intocável, qual seria a razão disso?

Calar quem questiona é fácil, basta convencê-lo com sua resposta, e isso qualquer líder sábio sabe que ao invés de fugir dos questionamentos, deve-se satisfazê-los.

Se você não questiona quando ele (Esse seu “Deus”) ou alguém lhe diz alguma coisa, se acha que ele, merece todo seu apoio incondicionalmente, sem perguntas... Desculpe-me, e espero estar errado, mas, você já criou um "Deus" pra seguir, sem se dar conta de ter feito essa escolha.
Olhando para as pessoas em quem confia cegamente e  para aquelas que costuma achar que estão sempre certas...
Identificaria quem são seus deuses?


domingo, 3 de julho de 2016

Vamos por partes porque não sou jornalista ou coisa alguma,mas enfim, que assim seja:

Vivemos dias em que os fatos se sucedem de forma assustadora, sequer sabemos se amanhã de manhã, em plena segunda feira, 4 de julho de 2016, não haverá nova operação da Lava-Jato ou não.
O que se espera, como sempre, é a observância da lei, pois, em nome da justiça, injustiças não ajudam para desmontar uma das mais perversas realidades desse país, que reponde pelo nome de Brasília.
Mas espera ai... Chamou Brasília de perversa?
Se não for, chega perto, tal a distância entre a realidade de lá, e dos outros "Brasis" que há fora dela, tanto que justamente o contraponto a Brasília se apelidou de "República de Curitiba"
A Lava-Jato tornou-se um simbolo, uma bandeira, um patrimônio daqueles que querem algo melhor, sem corrupção para o Brasil.
Não há como evitar que os desdobramentos dessa magnitude levem a nomes de peso, abrindo um novelo que parece não ter fim, e por consequência, surgem os que se acham perseguidos... Já sei, pensou no Ex-Presidente Lula, acertei?
Quanto a Lava-Jato poder atingir o Ex- Presidente... Ora, se há envolvimento de tanta gente ligada a essa pessoa em atividades criminosas e comprovadamente se sabe que o Ex-Presidente tem sim sua liderança sobre essas pessoas, qual seria a razão para estranhar que se dedique mais atenção a essa pessoa? Errada estaria a justiça se por acaso se contentasse com peixes pequenos, ignorando o envolvimento de grandes e até mesmo dele, nessas atividades, há que se investigar, dentro da lei, só isso.
Seria perseguição? Não creio, se assim fosse já poderia estar preso a muito tempo, pois, desde o mensalão se aventa a possibilidade de seu envolvimento, simplesmente por ser humanamente impossível que um líder reconhecido como ele, e que mantém tudo sob seu controle, continue a citar a velha bravata de que nada sabe, e o fato de ainda não ter sido preso só comprova que não se faz perseguição, mas investigação.
Ainda sobre sua possível nomeação, como seria se Lula fosse Ministro?
Teríamos hoje uma situação bem estranha, teríamos uma presidente (Dilma) subordinada a um ministro, pois, duvido que Dilma se oporia a uma determinação de Lula, e com foro privilegiado, estaria sim, mais longe das mãos da justiça, ou se esqueceram da fala onde Dilma lembra dos cinco no bolso do colete?
No entanto, há que se atentar para o fato de que o Judiciário não pode sair decretando prisões a torto e a direito, sem que haja razões legais para tal fato, que são na maioria das vezes a possibilidade de fuga ou de interferência nas investigações, que precisam ser demonstradas claramente no ato da petição de prisão ao judiciário, o que penso que tenha sido feito em cada uma delas, ou cada prisão se poderia ser arbitrária, o que não é aceitável.
Prender Lula, se culpado for de alguma coisa, se pautada em fatos comprovados, se cumpridas as exigências legais, se isso acontecer...Só se fará justiça, mas, o que não pode é prendê-lo só pra mostrar serviço.

domingo, 29 de novembro de 2015

Os ladrrões de ônibus em Itapira

Quem abriu os jornais de domingo 29-11-2015, ou acessa a internet, que deve ser o seu caso, deve ter se deparado com a notícia sobre o assalto a um ônibus de romeiros neste sábado e com certeza deve ter ficado surpreso. Pois, é algo novo em Itapira, e se a moda pega...
Os assaltos em si causam tanto ou mais prejuízos que a crise, pois, basta analisarmos quanto se desviamos para a nossa segurança particular ou em quanto o estado gasta na segurança pública, que poderia ser usado em outras coisas.
Da nossa parte, figuram os gastos com câmeras, cercas elétricas, grades, e pra quem pode e para as empresas, muros altos, os blindados e segurança particular, dinheiro esse que poderia se tornar investimento com retorno, cabendo lembrar ainda o impacto do não investimento, ou seja, aquilo que se deixa de fazer por medo da violência, como viagens, passeios e compras particulares como um carro ou moto nova, ou uma casa chique... A violência nos empurra para o anonimato.
Quantas famílias podem ter desistido de viajar ao ler sobre a notícia do assalto? Muitas? Poucas? Nenhuma? Só os organizadores e as empresas de ônibus pra responder.
E quanto à figura do ladrão? O que se poderia dizer? Apenas condenar e dizer que ele é o responsável por tudo que já foi descrito até aqui?
O ladrão é tão antigo quanto a história da humanidade, desde quando alguém achou melhor roubar a comida de quem havia se arriscado por ela, do que correr os mesmo riscos pela caça ou frutas, daí a repugnância que se reveste a figura do ladrão, embora se ache esperto, ele é antes de tudo um covarde sem a mesma competência de quem trabalha e luta por seu sustento.
O ladrão de galinhas, não é muito diferente do corrupto, visto que, ambos se apropriam do trabalho e bens alheios, na remota história da humanidade, talvez fossem expulsos da tribo, hoje em dia são vistos como “vitimas” da própria sociedade que eles usurpam.
O motivo pra roubar? Tanto antes como agora, poderia ser a fome, mas, também tanto antes como agora, o sentimento de esperteza, de ter passado alguém pra trás está presente, provavelmente ao saírem do ônibus, deixando pra trás romeiros atônitos e sem ação, se sentiram acima dos “otários” que acabaram de roubar.

Bem, esses “otários” deixarão de fazer algumas coisas daqui pra frente... Quem ganha com isso? Dois assaltantes. Quem perde? TODOS NÓS!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

A saúde vai de mal a pior.

Antes de ter um chilique, de se revoltar, de ligar para a Globo, pela demora no atendimento em um Hospital ou posto de saúde:
PARE:
Nem os funcionários, nem você, TÊM CULPA, se a população não para de aumentar e eles não estão dando conta.
Nem os funcionários, nem você, TÊM CULPA, se cada vez mais se desvia dinheiro da saúde e com isso acaba faltando de tudo.
Nem os funcionários, nem você, TÊM CULPA, se as prefeituras não contratam mais funcionários, e às vezes um atendente precisa cuidar de mais pacientes do que deveria.
Nem os funcionários, nem você, TÊM CULPA, se há pacientes em situação mais complicada do que a sua.
 Nem os funcionários, nem você TÊM CULPA, se você ficou doente justamente agora que há tanta gente pra ser atendida.
Os Funcionários não esperam que você acredite nisso... Mas pense:
A maioria dos funcionários trabalha no limite, são pessoas como você, que igualmente vivem estressadas, correndo contra o tempo para atender a todos indistintamente, inclusive pessoas drogadas, agressivas, vitimas de overdose e bandidos feridos, você faria isso? Bem, eles fazem porque faz parte do trabalho deles atender todo mundo.

Que a saúde vai mal, tanto eles como você sabem muito bem disso, por isso, não espere deles o que eles NÃO PODEM fazer, afinal, a culpa não é sua... Nem deles!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Olá pessoal, de volta, novamente!
Passando por alguns Blogs e Sites, resolvi contar uma história fictícia, que pra quem não sabe o que é, é uma história de mentirinha, serve apenas para reflexão, se é que há algo que se aproveite nela, segue ai:
A história de João.
João era um cara metódico, tímido e super organizado, talvez por isso fosse um dos melhores funcionários do escritório, raramente deixava acumular serviço, inclusive sua mesa despertaria inveja até nas mulheres mais exigentes.
Certo dia entra uma nova funcionária na firma, a Sônia, que não demora em perguntar para os demais o porquê de o João ter esse jeito tão fechado, já que se limitava a responder apenas o que lhe fosse perguntado, e ainda assim era quase que apenas “sim” ou “não”.
 - O João até que não é feio, é inteligente, mas é muito fechado, porque ele é assim, aconteceu algo aqui no escritório? Parece que ele não se da bem com ninguém, sai e já vai direto embora, não participa de nenhuma festinha, quase não conversa - perguntava ela a sua supervisora-.
Marcela, a sua supervisora, contou lhe então o que aconteceu:
-Vou contar porque ele não faz questão que saibam o que aconteceu... O João nem sempre foi assim tão fechado, na verdade ele era bem comunicativo até, mas acontecimentos de apenas alguns dias, isso já há alguns anos, mudaram o seu jeito de se relacionar com as pessoas, nada que afete seu trabalho, mas ele se fechou desde então.
-Nossa! Parece grave, o que aconteceu, morreu alguém por causa dele?
-Não chega a tanto, acho que o único morto nessa história foi o João que nós conhecíamos depois de quase ser preso duas vezes numa única semana, e pelo jeito não suportou bem a situação e se fechou.
- Nossa! Nunca me passou pela cabeça que ele tivesse problemas com a lei, tão certinho e organizado, espero que não tenha sido nada grave, mas o que aconteceu?
- Bem... Aconteceu que numa segunda feira, dizem que ele quase foi preso por injúria racial num supermercado, quando comentou com a moça do caixa sobre a situação econômica, e sem más intenções soltou a frase “É... A coisa tá preta, mesmo!”, parece que foi o suficiente para uma moça ao lado começar a esbravejar que ele se referia a ela, que era racista, chamou a polícia e aconteceu a maior confusão como o coitado.
-Coitado, sei... E se falou de propósito mesmo?
-Nada a ver, o João perdeu os Pais muito cedo, e sem parentes próximos, praticamente foi criado por uma pessoa de cor, tenho certeza de que ele jamais seria racista, mas, para complicar, pois, logo depois ele foi acusado de homofobia, por mudar de fila numa lotérica, onde haviam dois homossexuais abraçados, deu confusão de novo!
-Espera ai, esse é um país livre, que eu saiba não há nada de mais em duas pessoas do mesmo sexo se abraçarem numa fila, sinto muito, mas, ele podia ficar quieto onde estava, né!
-Verdade, mas ele disse que não fez por mal nem pretendia ofender os dois, se justificou dizendo que simplesmente mudou de fila por não se sentir a vontade, o que convenhamos, também é um direito dele.
- Na certa mudou de fila e resmungou alguma coisa que ofendeu.
-Pelo que consta, não disse uma palavra, apenas mudou de fila, eu particularmente acho que quiseram se aproveitar dele, devem ter pensado que ele fosse rico e daria alguma indenização, talvez.
-Tá certo que foi muita confusão mesmo, mas isso justifica ele ter esse trauma todo?
-Porque o interesse nele?
-Nada de mais, é que como você sabe, estou fazendo psicologia e achei interessante, um cara que parece ser legal, mas ser tão fechado, quem sabe não me rende uma tese?
-Que tal perguntar diretamente a ele? –Nisso Marcela chamou João e foram todos para sua sala, pois, queria ver como agiria a nova funcionária diante daquela situação, já que Marcela não gostava de fofocas ou assuntos mal resolvidos no trabalho-.
-João, você sabe que a Sonia estuda psicologia e ela quer lhe fazer uma pergunta sobre o que aconteceu com você, pode ser?
-Pode, mas não to pirado não, se é isso que ela pensa.
Visivelmente constrangida, Sônia lhe perguntou:
-Desculpa, não é isso não, mas eu comentava com a Marcela o seu jeito fechado, quase não fala com ninguém, e a Marcela acabou me contando o que aconteceu, daí que eu perguntei a ela, se isso não seria um trauma seu que precisaria ser tratado, você ainda é novo para agir tão fechado assim.
 -Olha Sônia, agradeço a sua preocupação, mas não é trauma, nem piração, é uma escolha que fiz só isso.
-Como assim? Escolheu se fechar pra todo mundo?

 -Na verdade acho que são as pessoas é que escolheram que eu as ignore, ou se ignorarem com o chamado “Politicamente Correto”, se falar alguma coisa, dirão que é racista ou homofóbico, se conversar com alguém aqui no trabalho, vai que dizem que é assédio, melhor ficar quieto não acha?
Bem... Se você leu até aqui e espera um final, sinto muito, o final dessa história fica para você mesmo imaginar e refletir.
Até mais!
Gostou? Não gostou? Envie um comentário.

A todos muita paz e saúde e proteção.
José Carlos Barbieni – Serralheiro - Técnico em Informática e Administração
Formado na ETEC “João Maria Stevanatto” Itapira-SP

jkarlosbarbieni@gmail.com

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Voltamos à escravidão.

Olá a todos, Demorei... Só relembrando que ainda não tenho internet (Idade das cavernas em casa!).
Bem... Volto para falar sobre o assunto que vem pipocando, que não é recente, já que outros casos ocorreram e infelizmente outros tantos devem acontecer ainda, que são esses “esquecimentos” de crianças dentro dos carros, ao quais na maioria das vezes, resulta na morte dessas crianças.
Os comentários giram em torno da dificuldade em entender com alguém consegue “esquecer” um filho dentro de um carro, assim sem mais nem menos, como se fosse algo sem importância, sem valor, diferentemente de uma bolsa, um tablet, que sempre se dá uma olhadinha para conferir se ainda está lá, e sempre se lembra de pegar ao sair do carro.
Com perspicácia, muitos lembraram que pessoas que tem crianças pequenas, não deveriam ter insufilme em seus carros, pois, dificulta enxergar alguma criança presa dentro do veículo, bem como aventaram algumas explicações como os problemas no trabalho e a rotina, quase que automática do dia a dia, sem esquecer-se do fato de que muitas crianças ficam em silêncio, talvez dormindo no banco de trás, o que coloca a mente no “automático” (Parece o filme Click), como se a tarefa de deixar a criança na escola, já tivesse sido cumprida.
É claro que uma criança está muito mais propensa a morrer numa situação dessas, mas mesmo um adulto, vitima de um sequestro, por exemplo, que seja amarrado e deixado dentro de um veículo no sol escaldante, pode vir a óbito. (fato assim já aconteceu em nossa região vitimando uma professora)
Não estaria na hora da indústria automobilística participar dessa solução, oferendo veículos preparados para esse tipo de problema?
Mas o que me chamou atenção foi justamente a colocação da rotina como justificativa, ou seja, o modo de vida “automático”, cheio de rotinas e repetições em que vivemos hoje em dia, de onde veio a minha indagação: “Estamos voltando, ou assumindo a condição de sermos escravos?”.  
A maioria de nós já não é mais dono de sua própria vida, tudo o que fazemos está condicionado aos horários e compromissos do dia a dia, que dita se podemos ou não participar de uma festinha, de um passeio, ou até mesmo de um jantar em família, quase sempre estamos atrasados e reclamamos que faltam horas em nosso dia.
Se formos escravos de alguma coisa ou rotina, qual seria o meu ou o seu “senhorio”?
Certamente há escravos do trabalho, que faltam a eventos familiares para poderem cumprir prazos e compromissos de trabalho, outros são escravos da tecnologia, das redes sociais, já não conseguem mais visualizar suas vidas sem esses aparatos, sem mencionar os escravos dos vícios e drogas.
Clamamos tanto por liberdade, tanto que a preferimos, mais que o paraíso, no entanto, chegamos aos dias de hoje escravos de alguma coisa, de algum estilo de vida... E achamos tudo isso normal!
A todos muita Paz, Saúde e Prosperidade em 2015!
José Carlos Barbieni – Serralheiro- Técnico em informática
Técnico em administração na Etec “João Maria Stevanatto”- Itapira-SP

E-mail: Jkarlosbarbieni@gmail.com

domingo, 28 de setembro de 2014

Você se acha ignorante?

Olá pessoal, de volta, pra mais um dedo de prosa,
A pergunta é seca, na lata... Você se acha, ou já te tacharam de ignorante?
Presumo que sua primeira reação deva ser de quem não goste muito, nem mesmo de uma pergunta dessas, quanto mais se alguém te chamar de ignorante, mas, passado o primeiro momento, é hora de analisar em primeiro lugar o conceito de ignorante, veja ai:
Ignorante é um adjetivo e substantivo de dois gêneros da língua portuguesa com origem no termo em latim ignorante. Ignorante é uma palavra que caracteriza uma pessoa que ignora, que não tem instrução, que é estúpido, tolo, inepto, imbecil e revela falta de saber, desconhecimento e imperícia
Agora que já temos a definição, a qual não é nada agradável, vem a pergunta do porque de se perguntar uma coisa dessas, qual a utilidade dessa resposta, que penso eu, a grande maioria responderá que não, ou seja, que não se consideram ignorantes, afinal se estão navegando na internet e se dando ao trabalho de ler esse texto, certamente ignorantes não são.
A razão desta pergunta é a eleição, isso mesmo a própria que se aproxima e cuja campanha já está ai na televisão todas as noites para que ao menos algumas vezes, os eleitores assistam, e convenhamos que com as peças raras que se apresentam, pode ser até divertido (Tem gente que acha melhor que programa humorístico).
Bom, vamos ao que interessa... Quem costuma navegar pelos comentários das notícias sobre as eleições, deve ter notado alguns comentários sobre a relação entre as promessas dos candidatos e a ignorância do eleitor, tanto na ignorância pela definição acima, como no ignorante político, que é aquele que mal conhece os candidatos.
As críticas são contundentes, descrevendo que os candidatos se aproveitam dessa tal ignorância do eleitorado fazendo promessas que dificilmente serão cumpridas, ou ainda apostando num jogo psicológico, que se o eleitor escolher o adversário, a coisa vai piorar, os problemas vão continuar e por ai afora.
É certo que todos nós precisamos pesquisar para saber do histórico de vida do candidato que pretendemos escolher, pois serão alguns anos de resultados positivos ou negativos, obtidos pela nossa escolha, assim como também é certo que há candidatos apostando nessa ignorância, ou no mínimo, na nossa apatia em relação às eleições para se eleger.
Quem garante que este ou aquele candidato é o melhor? A resposta correta seria seu passado, suas ações, suas escolhas, seus compromissos assumidos e cumpridos, e também a sua postura diante dos adversários.
Como garantir, se não a melhor, ao menos uma boa escolha?
Assistir ao menos um pouco os programas eleitorais, pesquisar na internet, prestar atenção nos noticiários políticos e econômicos, isso não é perda de tempo, é uma avaliação necessária a um acionista desta grande empresa chamada Brasil, afinal, se um empresário pode saber de nossa vida ao nos contratar, nós temos a obrigação de saber da vida daqueles que vamos contratar também.
Ao longo da campanha, os nomes vão se formando, e acabo me decidindo por este ou aquele candidato, consciente de que posso votar errado por ter avaliado mal as propostas, ou talvez por não ter as opções que gostaria, mas por IGNORÂNCIA não!
Até mais!
Gostou? Não gostou? Comente.

A todos muita paz e saúde e proteção.
José Carlos Barbieni – Serralheiro - Técnico em Informática e Administração
Formado na ETEC “João Maria Stevanatto” Itapira-SP
jkarlosbarbieni@gmail.com


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Problemas, quem não tem?

Olá pessoal, de volta escrevendo sobre problemas.
Com certeza problemas não faltam a ninguém, se dentre os leitores houver alguém que esteja de bem com a balança, com a conta bancária, com a saúde e com fios de cabelo sobrando, que se dê por satisfeito por fazer parte de algo fora de série... Ou será que não é tão difícil assim viver sem problemas?
É certo que quase todos os problemas que enfrentamos hoje surgiram em algum momento de nossas vidas, alimentados por nós mesmos, por nossas decisões e escolhas, salvo é claro doenças graves e genéticas que nos acometem independente do estilo de vida, porém mesmo elas poderiam ser minimizadas com tratamento precoce.
Calma, como não sou médico, seria leviandade minha discorrer sobre as doenças, e além de tudo não pretendo escrever um texto “Pra baixo” e negativista, pelo contrário, discorrer sobre os problemas que temos no nosso dia a dia de forma construtiva, tentando fazer uma análise dos problemas e suas causas, onde quase sempre, somos nós mesmos.
O cartão de crédito estourado, uma conta quase impagável... Seria esse o problema maior, ou seria o descontrole dos gastos, ou ainda, será que o descontrole das contas é mesmo o real problema? Pode muito bem ser a incapacidade de resistir às ofertas da internet, do shopping, etc.
Assim como o valor final das dívidas não é o nosso real problema, outros tantos também têm sua causa em decisões tomadas muito antes de se chegar a tal situação difícil, e não entender que assim acontece, é o maior empecilho para se resolver de vez aquilo que tanto nos incomoda.
A lógica é simples, quem não aprende a organizar seus gastos, quando (se) finalmente consegue quitar o cartão de crédito, não resiste e sai gastando novamente sem controle, e não tardará a se ver em dificuldades novamente.
Ah, mas quando se fala em problemas, não são somente os financeiros que nos tiram o sono, e quanto aos sentimentais? O fim de um relacionamento não é o que se pode chamar de experiência prazerosa, e quando se trata do fim de relacionamento longo, tipo casamento, fica a pergunta: “Afinal o que aconteceu, onde erramos, se nos amávamos tanto?”.
Problemas e mais problemas, afinal há receita pra resolvê-los, ou melhor, evitar que aconteçam?
Consultar um Especialista Financeiro, um Psicólogo, Médico, Cartomante, Pai de Santo ou quem sabe um velho amigo de botequim, são algumas das opções que usamos para nos aconselhar e tentar resolver o problema que nos aflige, e com certeza, o leitor também tem as suas “tábuas de salvação”, mas o certo é que todos nós gostaríamos de ter uma receita infalível que nos ajudasse em tudo.
Se o texto tivesse cunho religioso, certamente a resposta giraria em torno de Deus, mas, não pretendo ir para esse lado, sem menosprezar a fé que sem dúvida é o primeiro, senão o passo mais importante para se resolver problemas.
Mas vai ficar para o próximo post, quando pretendo colocar algumas coisas mais práticas que aprendi no curso de Administração, na convivência com professores e alunos, e claro, cada uma das minhas opiniões poderá ser confrontada ou corroborada por pessoas mais preparadas que eu, inclusive você mesmo, acompanhe.
Gostou? Não gostou? Comente.

A todos muita paz e saúde e proteção.
José Carlos Barbieni – Serralheiro - Técnico em Informática e Administração
Formado na ETEC “João Maria Stevanatto” Itapira-SP
jkarlosbarbieni@gmail.com


quarta-feira, 16 de julho de 2014

E se tivéssemos ganho a copa?

Olá pessoal, de volta.   E se o Brasil tivesse vencido a copa, hein?
Iria ser uma festa para os políticos que a trouxeram;
Seríamos hexacampeões com estádios (não gosto de arenas) padrão FIFA;
Não faltariam comentários do tipo: “Tá vendo? Não falei que valia a pena?”;
Teríamos mais uma estrela... Na camisa da seleção;
Quem sabe quantos iriam morrer infartados de tanta felicidade;
A taça se transformaria no maior trunfo eleitoral do governo;
Haveriam bolsos cheios... Da FIFA, dos patrocinadores, dos jogadores...
(Os bolsos deles se encheriam de qualquer forma)
 E seriamos um povo feliz, principalmente frente aos Argentinos.

Mas o Brasil não ganhou a copa, e pior, perdeu feio...
Para o desespero dos políticos, voltarão os protestos ainda mais fortes;
Sobrou a conta dos estádios caríssimos, desertos na maior parte do tempo;
Não faltarão comentários do tipo: “Viu só no que deu? Foi dinheiro jogado fora”;
Vejo muitas estrelas... De dor, dos que sofrem em hospitais sucateados;
Quem Sabe quantos irão morrer infartados ao se darem conta do prejuízo;
A conta disso tudo vai transformar-se no maior trunfo eleitoral da oposição;
E os bolsos vazios? Somente os do povo, a quem sobrará pagar a conta;
Ainda assim somos um povo feliz não é mesmo? Afinal TEVE COPA!

Não fui contra a copa no Brasil, e até acho que alguma hora teria que acontecer por aqui, mas enquanto não mudarmos as práticas ruins, comuns em obras públicas envolvendo atrasos, superfaturamentos e outras coisas, não seria recomendável delegar ao estado a incumbência de tocar grandes obras e eventos.
Só pra lembrar, é bom ficar de olho nos gastos para as olimpíadas.

A todos muita paz e saúde e proteção.
José Carlos Barbieni –
Serralheiro - Técnico em Informática e Administração
Formado na ETEC “João Maria Stevanatto” Itapira-SP

jkarlosbarbieni@gmail.com

terça-feira, 3 de junho de 2014

Tragédia anunciada?

    Olá amigos, de volta...Ao ler o título da postagem muitos devem ter pensado que vou escrever sobre a copa e as manifestações prometidas para o período, o que até faria sentido, pois, é bem provável que se as manifestações realmente acontecerem e fugirem ao controle das lideranças, algo de ruim aconteça, mas não é o caso desta postagem.
    Não é preciso ir muito longe na memória para trazer a tona casos escabrosos de violência extrema, onde se pergunta (mais uma vez) qual o limite da maldade Humana, se é que podemos nos atribuir algum limite, uma vez que, buscamos exatamente a total liberdade, pena que na maioria das vezes sem a responsabilidade correspondente.
      O caso Isabellla Nardoni, dos dois meninos mortos, esquartejados e jogados no lixo depois de serem devolvidos a "família" pelo conselho tutelar em Ribeirão Pires-SP( http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,corpos-de-irmãos-mortos-em-ribeirão-pires-são-enterrados,257594) e tantos outros casos onde pessoas são assassinadas de forma cruel, na frente de crianças, esposas, mães, pais, enfim, sem nenhum sentimento em relação ao que estão fazendo, é preocupante.
    Digo preocupante pelo fato de parecer que estamos regredindo nas chamadas "relações Humanas", parece que estamos nos tornando primitivos novamente, deixando de sermos seres sociáveis e com espírito de coletividade.
    O senso de propriedade alheia de respeito ao que não lhe pertence e ao próximo como pessoa parece ter sido esquecido, para novamente dar lugar a lei do mais forte, e ainda dizem que estamos evoluindo.
     Se o caminho adotado pela sociedade é o do sucesso sem regras, cabe a quem o deseja usar do que tiver nas mãos, e nesse caso as armas adquirem um sentido literal, ou seja, se para alguns as armas são o trabalho, o estudo, a carreira, para outros um trezoitão basta!
    Impressiona como a vida tem um valor tão baixo, e não me refiro somente ao baixo valor que bandidos dão, mas a nós mesmos... Que vida tem alguém que se enterra no trabalho, no smartphone, nas drogas e mal conhece a própria família, ou ainda alguém que prefere ver o por do sol de Manhattan pela internet a vê-lo ao vivo da sua janela?
    Ah, na minha janela verei poluição, dirão alguns, mas, se não se der ao trabalho de ver, não se dará conta de que precisa fazer algo para melhorar o lugar  real onde vive.
    Espera ai, você deve estar se perguntando, afinal qual a "tragédia anunciada" do título do post?
    A resposta: A falência da Humanidade!
    "Que será do mundo quando só sobrarem os maus"?

domingo, 13 de abril de 2014

Maioridade Penal, ela é justa assim como está?

Olá a todos, atento aos textos publicados pelo site e de volta, mas dessa vez para novamente postar um texto escrito em abril de 2013, há quase um ano, portanto, sem qualquer alteração, mas que parece escrito agora, num momento em que o senado reprova a redução da maioridade penal. Releia!
Novamente vimos vir à baila a discussão sobre a Maioridade Penal, fato que sempre se repete após alguma notícia de âmbito nacional envolvendo alguma ação criminosa mais grave patrocinada por um menor de 18 anos.
É difícil analisar as pessoas, pois podemos encontrar pessoas com 14 anos mais organizadas do que muito marmanjo, e a diferenciação entre ter ou não ter consciência DO QUE e PORQUE se faz algo é muito relativa, e por isso mesmo penso que estipular uma data como sendo um divisor de águas, entre ter e não ter responsabilidade é complicado.
Se um adolescente de 17 anos mata alguém numa segunda feira, não será tratado como assassino frio e cruel, pois ainda é “menor”, mas se o fizer na manhã seguinte, após ter completado 18 anos, terá um tratamento diferente.
Como aceitar e entender que após o último segundo do dia anterior, um jovem milagrosamente passe a ter consciência de seus atos? Não me parece lógico, e a tantas pessoas também não, atribuir a esse segundo de vida tanta diferença para fins de analise das atitudes de uma pessoa.
O parâmetro da idade é necessário para fins de emancipação legal, estabelecendo um conceito único, que não seja julgado ao bel prazer das conveniências e interesses,  ou poderíamos ver alguma criança ser considerada apta e capaz apenas por sua popularidade ou poder financeiro, por exemplo.
Porém, a psicologia tem como responder se alguém tem ou não capacidade e discernimento sobre seus atos, deixando claro que a idade não é o único, não é o melhor e muito menos o mais eficiente meio de se apreciar a sanidade e capacidade de alguém.
Fala-se muito na redução da maioridade penal, e os que são contra logo dizem que é uma ilusão achar que com isso vamos ver os crimes diminuírem, até concordo, mas deixá-los impunes faz o contrário, ajuda a aumentar a criminalidade.
Talvez o correto não seja diminuir, mas acabar com a maioridade penal, a fim de que todos indistintamente, respondam pelo que fizerem nas circunstâncias em que fizeram analisando o fato, o motivo, a intenção e o resultado produzido, sendo a idade apenas mais um fator a ser analisado, e nada mais que isso.
Se a constituição diz no seu artigo 5º que somos todos iguais perante a lei, das duas uma, ou a lei me dá o mesmos direitos e regalias que eles (Menores), ou retira deles os direitos e regalias que não tenho.
A todos, muita paz, saúde e Prosperidade!
José Carlos Barbieni – Serralheiro- Técnico em informática  
Técnico em administração  na Etec “João Maria Stevanatto”- Itapira-SP
E-mail: Jkarlosbarbieni@gmail.com


quarta-feira, 12 de março de 2014

Maconha, de novo o assunto da vez!

Olá a todos, de volta...
A bola da vez para comentar é a liberação do uso da maconha no Uruguai, a liberação em alguns estados americanos, criticada por muitos e que demonstra o quão difícil é lidar com as Drogas, cujo consumo não para de crescer apesar de tantas campanhas e tantas informações a respeito dos seus males.
Dentre aqueles que comemoram a liberação, não vi nenhuma família ou familiar de viciado, vi apenas aqueles que talvez pensem em usar ou já usam, aqueles que acham a maconha inofensiva (?), e aqueles que não encontram outras saídas para combater o tráfico e uso das drogas.
Jogar a toalha, desistir nunca foi uma opção a ser considerada para quem pretende algo melhor para sua vida e de seus filhos, muito pelo contrário, os que são contra a liberalização da maconha apostam não na repressão, mas na educação, no conhecimento sobre as drogas como forma de combatê-las.
O Uruguai segue na contramão dos fatos que mostram que na Holanda, onde se usa drogas livremente a muito tempo, já se cogita rever tal posição, uma vez que ao longo do tempo de uso liberado, se observou o surgimento de uma geração menos produtiva, menos consciente.
O resultado dessa experiência Uruguaia se verá no futuro onde seus impactos sobre a juventude, sobre o tráfico, sobre os gastos com recuperação de drogados, sobre os custos sociais e econômicos que certamente virão é que mostrarão ao mundo se estavam certos ou errados.
Se o cigarro e o álcool abrem as portas para as drogas, a maconha (liberada) leva a esse mundo, onde invariavelmente seus usuários se tornarão escravos da droga que escolherem usar, quem duvida disso que tente parar e nunca mais usar... Não vai conseguir sair tão fácil como entrou.
Para quem nunca usou, o conselho é nem experimentar, mas nem de curiosidade, já que o poder de vício das drogas é comprovado, se usa e quer parar, segue uma lista de sites e onde procurar ajuda em Itapira mesmo, fornecida pela palestrante sobre drogas na Etec, Silvia Oliveira (mhadassa@hotmail.com).
INCA – Disque Saúde Pare de Fumar 0800 61 1997

•Centro de Atenção Psicossocial CAPS ad "RAINERI BAIOCHI"
(19) 3813-2327
•Clínica Cristália (19) 3913-9142  http://clinicacristalia.com.br/ 
•Instituto Bairral de Psiquiatria (19) 3863-9400 http://www.bairral.com.br/ 
•Casa Vida: Salvando Vidas (19) 3843-6923 http://www.casavida.com.br/ 
•Missão Saída – Modelo Terapêutico Cristão Caminhada com Deus
Homens de 18 a 50 anos

Boa sorte, sucesso!

A todos, muita Paz, Saúde e Prosperidade!
José Carlos Barbieni – Serralheiro- Técnico em informática
Técnico em administração na Etec “João Maria Stevanatto”- Itapira-SP

E-mail: Jkarlosbarbieni@gmail.com

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Já Perguntou ao Google Hoje?

Olá a todos, de volta novamente.
Não é difícil encontrar na internet textos, charges e até piadas sobre as mudanças que a internet trouxe para nossas vidas, e olhe que nem é preciso mencionar as facilidades de compra e relacionamento.
A internet trouxe aos seus usuários algo que somente grandes personalidades e jornalistas podiam fazer, ou seja, o direito de se expressar, de opinar sobre os fatos do dia a dia ou sobre algum assunto em especial, bastando uma rápida busca para perceber que há sites e Blogues sobre qualquer assunto.
Tudo isso vivenciado nos comentários, nos blogues e nas redes sociais, onde aparentemente se compete para ver quem tem mais “seguidores”, muito embora se conheça muito pouco deles, afinal acreditar cegamente num perfil, numa foto postada como sendo da pessoa, chega a ser ingenuidade.
Porém, essa facilidade de comunicação e acesso à informação trouxe consigo o fim da necessidade de se aprender, de reter a informação como aprendizado para uso futuro, uma vez que se for novamente necessário pesquisar algo, basta digitar novamente e pronto, lá estará a resposta procurada, sem nenhum esforço.
Ainda não entendeu? É simples, responda rápido alguma dessas perguntas... Qual o telefone de sua Mãe, Namorado (a), qual é a placa de seu carro ou o que significa “Anti-Histamínico”?
É claro que nem todo mundo tem facilidade para decorar números, e ninguém exceto médicos e farmacêuticos tem obrigação de saber o que é um anti-histamínico, que é a denominação de remédios contra sintomas de alergia.
O ponto central não é saber ou não saber, mas a disseminação da informação de forma indiscriminada, e às vezes sem critérios de avaliação de que seja verdadeiro ou não, que nesse caso é o grande perigo, já que nos acostumamos tanto a acessar a informação que não nos damos ao trabalho de checá-la.
Se por um motivo qualquer a agenda do celular embaralhasse os números e contatos, seria um Deus nos acuda para se lembrar dos números mais importantes, bem como essa facilidade de acesso tiraram de Professores, Médicos e outros a exclusividade do saber, serão substituídos? É claro que Não!
Hoje em dia é cada vez mais comum vermos alunos acharem que aprendem mais na internet, do que em salas de aula, e pacientes que antes de irem ao médico já tenham feito uma boa pesquisa sobre aquilo que “acham” ter, colocando-se a frente de um médico, descrevendo o problema e a solução, só faltando prescrever e assinar a receita.
Novos tempos e uma nova realidade onde profissionais de toda sorte se vêem diante dessa grande concorrente, e antes que achem que esse texto tenha a pretensão de enaltecer a internet, acho que nada substitui o calor Humano da presença física, a verdade na entonação de voz e no olhar de quem nos responde algo.
Só pra terminar... Se você é pai, quando foi a última vez que seu filho lhe perguntou algo ao invés de perguntar ao Google? Ah sim, não precisa pesquisar nada, segue aí a descrição de anti-histamínico da Wikipédia.
“Um antagonista de histamina (Também chamado de anti-histamínico) é uma droga farmacêutica que inibe a ação da histamina, bloqueando a sua ligação aos receptores de histamina, ou a inibição da atividade enzimática da histidina descarboxilase, catalisando a transformação de histidina em histamina (Anti-Histamínicos Atípicos). É normalmente utilizado para o alívio de alergias provocadas pela intolerância de proteínas”
(Fácil não? Se duvida, é só digitar pra conferir ou faça melhor ainda, pergunte ao seu médico ou farmacêutico de confiança)
A todos, Paz, Saúde e Prosperidade em 2014!
José Carlos Barbieni – Serralheiro- Técnico em informática
Técnico em administração na Etec “João Maria Stevanatto”- Itapira-SP

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Drogas: O Usuário

Olá a todos, de volta e obrigado pela paciência em ler esses artigos sobre as drogas, espero estar ajudando e hoje escrevo sobre o usuário.
Antes de mais nada, é bom lembrar que não sou especialista no assunto, e muito menos dono da verdade, minha intenção é colaborar para que mais pessoas possam entender e refletir sobre o assunto.
Quase todos nós somos usuários de alguma droga lícita ao menos, já que álcool, cigarro e remédios são considerados drogas também, e algum dia acabamos usando alguma delas, ou você conhece alguém que não fume, nunca tenha bebido (nem cerveja), e que aos 80 anos não precise de nenhum remédio?
Quem é fumante, sabe como é difícil ficar sem cigarro, e não raras vezes vemos pessoas que após terminar um, já acendem outro, essas pessoas enfrentam dificuldades em abster-se do cigarro no trabalho, e numa internação hospitalar então, ficam desesperadas, quem não teve um parente fumante, que não pediu pra levar cigarro escondido para ele? Isso evidencia o quanto o tabaco vicia.
Dentre os usuários de álcool há diferentes graus de dependência, desde aqueles que bebem somente em festas e fim de semana, e mesmo assim uns bebem moderadamente e outros exageram, passando pelos que não abrem mão da passadinha no bar após o trabalho para um “rabo de galo”, alguns vão embora inteiros enquanto que outros vão “trançando as pernas”.
São muitos os que bebem bastante e nem por isso causam problemas à família ou a quem quer que seja, mas também há os que fazem do álcool parte de seu dia a dia, e sem perceber se tornam alcoólatras, dependentes químicos, já não conseguem mais tocar suas vidas sem o álcool; Perder emprego, família, a dignidade e a saúde são só alguns dos males do alcoolismo.
Há alguns anos eu já conheci um caminhoneiro que jurava de pés juntos dirigir melhor depois de tomar “umas” do que sóbrio, será que os tantos caminhoneiros que se envolveram em acidentes, em que comprovadamente estavam embriagados também pensavam assim?
Quanto aos usuários das drogas ilícitas, como a maconha, crack, cocaína, esctasy e outras, também há os que usam mais e os que usam menos, e excetuando se a maconha, sobre a qual ainda não há consenso sobre seu poder de tornar alguém dependente, as outras são fortes e leva o usuário à dependência, principalmente o crack.
Muitas vezes nem mesmo o usuário sabe ao certo o que o levou a tornar-se um viciado, dizer que foi por influencia de amigos? Curiosidade? Eles costumam dizer que pode até ser, mas a decisão final de experimentar ou não foi exclusivamente deles, eles sempre deixam claro que cada viciado sabia muito bem o que estava fazendo quando quis entrar nessa.
Relembrando o final do primeiro post sobre drogas:
O que acontece quando uma adolescente experimenta alguma droga, seja lícita ou não? Nada! Isso mesmo, nada... O mundo não acabou e ele não fez mal a ninguém, como convencê-lo de que entrou numa roubada, se para ele, ele não fez nada de errado?
Como convencer alguém que o cigarro faz mal, se outro dia uma reportagem na televisão mostrou uma senhora de 90 anos, fumante desde os 13 anos e completamente lúcida e com saúde melhor que a minha? -Diga-se de passagem-
Qualquer usuário nunca se verá como um viciado, sempre dirá que os “zumbis” das cracolândias da vida só ficaram assim por serem fracos, não terem dominado o uso, todo usuário sem exceção, acha que conseguirá parar a hora que quiser.
Tal qual um obeso (talvez eu) que vive arrumando desculpas para não iniciar um regime e não vê problema algum nos quilinhos a mais, também o usuário não vê motivos práticos para deixar de usar a droga, afinal o barato, o clima e as pessoas na hora do uso não demonstram haver algo de errado nisso, se fosse legalizada... Que mal estaria fazendo?
O mal que as drogas causam não é pra amanhã ou pra um ano, leva mais tempo e a alteração da percepção da realidade que cerca o usuário, não permite que ele perceba o quanto está andando pra trás, quem vê isso? A família e os amigos que aos poucos vão se distanciando.
Nunca se discutiu tanto sobre as drogas como agora, bem como volta e meia vemos depoimentos de dependentes internados em clínicas de recuperação falando sobre a destruição que as drogas causaram em suas vidas e a batalha para se livrar do vício, mesmo com tudo isso... O consumo só aumenta.
Apoio familiar e informação fazem parte do que um dependente químico precisa para virar essa página errada de sua vida.
A todos, muita paz, saúde e Prosperidade!
José Carlos Barbieni – Serralheiro
Técnico em informática e cursando técnico em administração
Pela  Etec “João Maria Stevanatto”- Itapira-SP

E-mail: Jkarlosbarbieni@gmail.com